Os Dois Lutadores

Traduzido por João Pereira e Daniela Suchanek

Introdução
Prefácio ou Epílogo
O Sonhador
O Rapaz Azul
No Planeta  das Cenouras
Medo
Outra Vez Medo
As Estranhas Pessoas do Planeta Hortus
Os Dois Lutadores
Homem Contra Homem
A Guerra em Marte
O Escravo
Os Bons Contadores
A Estranha Guerra
Arobanai
Cobra Estrelar
Engarrafamento de Trânsito
Os Dois Prisioneiros
Justiça
Relatório para o Concelho do Sistema Solar Unido
Palavras Abertas
A Bomba
Prefácio ou Epílogo
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Dois homens estavam enrolados numa grande luta. Um era grande, o outro era gordo, um era pesado, o outro era rijo, um era forte, o outro era selvagem.

O que era forte partiu o nariz do selvagem. E sentiu: ele tem um nariz como o meu.

O selvagem partiu as costelas ao que era forte. E sentiu: estas costelas partem-se tal como as minhas.

O que era forte tirou um olho ao selvagem. E sentiu: aquele olho é macio e delicado como o meu.

O selvagem deu um pontapé no estômago do que era forte. E sentiu: este estômago deforma-se tal como o meu.

O que era forte agarrou a garganta do selvagem e sufocou-o. E sentiu: ele precisa de ar para respirar tal como eu.

O selvagem esmurrou o coração do forte. E sentiu: o seu coração bate tal como o meu.

Quando os dois caíram e não se conseguiram levantar, pensaram: "Ele é exactamente igual a mim."

Mas isso não lhes serviu de muito.