Martin Auer: A Estranha Guerra, Histórias para uma Cultura de Paz

   
 

Na sua própria porta

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Traduzido por Sara Bernal-Rutter

Esta tradução ainda não foi revisada

O Sonhador
Medo
Outra Vez Medo
Os Dois Lutadores
Homem contra Homem
O Escravo
A Guerra Estranha
Congestionamento
Na sua própria porta
A Bomba
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Existia uma cidade que sofria  muito  com os  engarrafamentos. Por alguma razão não havia muitos semáforos e  uma  razão para os constantes congestionamentos  foi o  seguinte: Quando os motoristas dirigiam ate um cruzamento e viam que a coluna de carros que atravessava a interseccao dava uma parada, eles tentavam  pressionar o seu carro para que seguissem ate o cruzamento  , assim eles nao seriam  bloqueados pelo trafego que vinha  do lado, quando a coluna em frente comecasse a seguir . Desta forma, é claro que eles  bloqueavam  o tráfego que vinha da esquerda e da direita.
O que aconteceria depois é difícil explicar em palavras, uma animação de computador poderia esclarecer isso  em um minuto.
Vamos tentar de qualquer maneira: Todas as estradas de norte a sul foram  chamados de ruas  e todas as estradas que vão de leste a oeste foram chamados avenidas. Agora vamos dizer que a Sra. Kumar está dirigindo pela Rua 5 indo para o norte e se aproximando do cruzamento entre a Rua 5 e Avenida D. Ela vê que o tráfego atrás do cruzamento está indo mais devagar, mas ainda assim ela dirige  ate  a intersecção e tem que parar ali. Desta maneira, ela bloqueia o tráfego que vai de leste a oeste e leste a oeste na Avenida D. Então, acontece que a Sra. Miller, indo para o oeste na Avenida D dirige para o cruzamento com a Rua 4, bloqueando o tráfego lá, e a  Sra. Szymanski, indo para o leste na Avenida D dirige para o cruzamento com a Rua 6, bloqueando o tráfego lá. Em seguida, os cruzamentos da Rua 6 e C Avenida com a Rua 6 e Avenida  E serao bloqueado, bem como as Ruas 4 e  Avenida C com a Rua 4 e Avenida E e assim por diante ... E o congestionamento se espalha por toda a cidade.
"Esta é uma guerra nas nossas estradas!" Sra. Kumar  costumava suspirar  toda noite, quando ela estava dirigindo do trabalho para casa. Um dia a Sra. Kumar lembrou o ditado: A paz começa em sua própria porta. Ela decidiu não pressionar em cruzamentos mais. Mas quando ela parou antes de um cruzamento porque o tráfego atrás dela estava parando para deixar os carros que vinha da passagem lateral passar, os motoristas atrás dela comecaram a buzinar e até mesmo a mostrar os  punhos para ela. Porque, claro, se ela fizesse pressao para chegar ate  interseção, quando era possível  fazer isso, poderia se passar muito tempo até que o tráfego vindo de lado lhe daria a chance de atravessar. Mas para ela  pior do que os outros motoristas ficarem  furiosos com ela foi o seguinte: uma vez ela nao usando qualquer possibilidade de  vantagem no transito   ela chegaria em casa cerca de meia hora mais tarde que o habitual. Isso a deixava  triste porque sua família estava esperando por ela para que cozinhasse o jantar e as crianças a necessitavam  para que as ajudassem  com a lição da escola.  Realmente as tarefas da casa eram tantos que a Sra. Kumar sentia que não podia se dar ao luxo de perder essa meia hora. Ela sentia que era seu dever com a   família para que chegasse em  casao mais rápido possivel. Então, depois de alguns dias, ela simplesmente desistiu e voltou a dirigir como todo mundodirigia.
O que a Sra. Kumar não sabia era o seguinte: Duas semanas antes, a Sra. Miller teve apenas a mesma ideia . Ela também começou a parar de interseções para abrir caminho para os carros que vinham da direita e da esquerda. Ela também viu motoristas mostrando os  punhos  para ela e ela também perdeu meia hora que ela sentiu que deveria se dedicar a sua própria família. E assim a Sra. Miller tambem desistiu , assim como a Sra. Kumar. E quatro semanas antes a Sra. Szymanski passou tambem pela  mesma experiência. E ela também havia desistido.
Uma tarde de sábado a Sra. Kumar levou seus filhos ao parque de brinquedo . Ela sentou-se em um dos bancos e os viu  brincando  na gangorra e nos pegadores. Por acaso a Sra. Miller e a Sra. Szymanski vieram a sentar-se no mesmo banco e as tres senhoras começaram a conversar sobre o tempo, as crianças, o custo de vida e a situação impossivel do transito da cidade.
"É guerra nas nossas estradas!" suspirou a Sra. Kumar.
"Esta cidade é um hospício!" disse a Sra. Miller.
"As pessoas são tão egoísta!" exclamou a Sra. Szymanski.
Neste momento a Sra. Fukuda, que estava sentado num banco próximo, inclinou-se e disse: "Desculpe-me por interferir, mas eu penso  que a paz começa em sua própria porta . Eu decidi que de agora em diante eu não vou dirigir em mais em  cruzamentos.. Eu acho que alguém tem apenas que começar a fazer a coisa  sensata ".
Assim, as três outras senhoras,comecaram ao mesmo tempo a contar para a Sra. Fukuda  sobre suas experiências.
"É sem esperancas!" suspirou a Sra. Kumar.
"É uma tragédia!" gritou a Sra. Miller.
"Não há nada que pode ser feito!" exclamou a Sra. Szymanski.
"Mas nós temos um dever para com nossos semelhantes!" disse a Sra. Fukuda. "Nós não podemos ser tão egoístas!"
"Sim. Mas também temos um dever para com nossas famílias", disse a Sra. Kumar. "Não é o egoísmo que me faz dirigir o mais  rápido que eu posso. É o desejo de estar com minha família! Eu sei que deveria dirigir um pouco mais devagar  para que  outros possam chegar em casa mais cedo. Mas,  e a minha própria família? Seria injusto para com eles. "
"É trágico", disse a Sra. Miller. "Ao dirigir de forma sensata, perdemos meia hora todos os dias. Mas se todo mundo iria conduzir de forma sensata, todo mundo estaria em casa meia hora mais cedo todos os dias!"
"É  uma tragédia!" disse a Sra. Szymanski. "Ser altruísta e sensato não ajuda. E até mesmo deixa a sua  família triste e os motoristas atrás de você ficam como loucos.  Algo está errado com: " A paz começa em sua própria porta"
"Eu acho", disse a Sra. Fukuda, "que deveriamos  começar uma campanha! Vejam só, todas vocês tiveram a mesma idéia, mas não ao mesmo tempo. Por isso voces nao tiveram sucesso . Mas se nós quatro  começarmos a dirigir  com sensatez  amanhã ... "
"Entao  haverá apenas quatro de nós em uma cidade de milhões!" disse a Sra. Kumar.
"Bem, então vamos falar com nossos maridos. Se eles concordarem com a gente, nós já seremos oito. E se falamos com os nossos vizinhos ..."
"Temos de escrever cartas para os jornais!" disse a Sra. Miller.
"E fazer folders  para distribuir!" disse a Sra. Szymanski.
"E fazer adesivos: Eu parar  no  cruzamento assim você podechegar  em casa mais cedo!"
"Não, deve  dizer: para que  todos nós possamos chegar  em casa mais cedo!"
"E devemos ir aos  talk shows nas TVs!"
Assim, as quatro senhoras trocaram números de telefone e começaram  a campanha. Seus filhos e até mesmo  seus maridos as  ajudaram a rascunhar os folders  , a  fazer desenhos e escrever cartas para os jornais , O filho mais velho da Sra. Kumar criou uma animação em computador em que  mostra como o congestionamento se estende por toda a cidade.  Enviaram e-mails para todos os seus amigos e conhecidos e logo eles descobriram que muitas pessoas tiveram pensamentos semelhantes sobre a guerra nas estradas, mas todos em diferentes épocas e lugares diferentes e todos haviam desistido de novo. E as pessoas começaram a reconhecer um ao  outro nas estradas através dos  adesivos nos  carros e seus quandoeles  viam  muitos carros carregando os adesivos , já nao temiam  que iriam   gritou no interesection quando elas parassem para deixar os outros passar.  Entao,   em uma parte da cidade as  pessoas perceberam que  - ops, eles realmente chegavam em casa mais rápido agora, embora todos  estivessem  dirigindo mais devagar. Quando a notícia se espalhou, logo o humor  geral na cidade mudou e agora.  as pessoas usam suas buzinas e mostravam  os punhos contra as pessoas que bloqueavam  a intersecção. Mas os mais sensíveis iam distribuir os folders.
"Bem", disse a Sra. Kumar, "A paz começa em sua própria porta, mas ela também precisa de algum tipo de coordenação!"
Enquanto isso, nas eleições municipais vizinhos para o conselho da cidade estavam sendo realizadas. Um dos candidatos prometeu resolver o problema do tráfego e ele foi eleito. O novo prefeito dobrou os impostos, empregou um monte de policiais e teve câmeras instaladas em cada cruzamento. E todo aquele  que bloqueava  um cruzamento tinha  que pagar uma multa no valor de um mês de salário aquele que nao pagasse  iria para a prisão. Isso também resolveu o problema do tráfego. E muito rápido!
   
 

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